28 de agosto de 2018

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O papel das soft skills na nova economia

Estudos apontam que as habilidades que levaram as empresas até determinado patamar não são mais aquelas que as manterão vivas ou, ainda, bem-sucedidas porque as soft skills estão se sobrepondo às habilidades técnicas. Conforme várias análises realizadas por especialistas, grandes empresas listadas na Fortune 500 ou Fortune 1000 tendem a sair da lista nos próximos anos. Isso já aconteceu com algumas gigantes como a Compaq, MCI Worldcom, Eastern Airlines, Enron e Trans World Airlines.

Destruição criativa e a teoria das mudanças aceleradas

Esse fenômeno é resultado da destruição criativa. Das 500 empresas listadas em 1955, apenas 60 persistem na lista de 2017. O termo destruição criativa não é algo novo, tendo sido cunhado por Schumpeter em 1942 em referência ao incessante mecanismo de inovação em processos e produtos, que resulta na criação de substitutos para os anteriores que, por sua vez, acabam sendo descartados por estarem defasados. A destruição criativa tende a ser intensificada pelo fenômeno da transformação digital – a transformação profunda de uma empresa em virtude do conjunto de tecnologias digitais disponíveis e introduzidas na organização e na sociedade como um todo.

Em um momento em que todas as empresas estão neste caminho e estão competindo, a destruição criativa tende a ser cada vez maior já que agora, no mundo digital, os impactos são exponenciais. Esse é o principal motivo para as empresas buscarem pensar de uma forma diferente a partir de agora. A velocidade com que a tecnologia e as inovações mudam está cada vez maior. A Teoria das Mudanças Aceleradas trata exatamente sobre a velocidade dessas mudanças. Segundo Ray Kurzweil, a análise da história da tecnologia mostra que a mudança tecnológica é exponencial, ao contrário do senso comum da evolução linear. Baseado na Lei de Moore, em 2001 Kurzweil afirmava que não experimentaremos 100 anos de progresso no século 21 – estaria mais para 20.000 anos de progresso de acordo com a taxa de progresso da época.

Diante disso, como alternativa à lista da Fortune, vale a pena acompanhar a lista da Forbes das empresas mais inovadoras do mundo – sempre atualizada ao final de cada ano. Na lista figuram empresas como Tesla, Salesforce, Netflix, Facebook, Red Hat, Tencent, Starbucks, dentre outras.

Novas formas de pensar

Em momentos de transformação como estes, o acompanhamento das inovações, reinvenção das formas de pensamento e diferentes habilidades cognitivas, comportamentais e estratégicas passam a ser essenciais para a manutenção das empresas e, consequentemente, da empregabilidade.

Assim, o investimento em treinamento passa a se tornar cada vez mais importante. A educação tradicional, por melhor que seja, não atende a todas as necessidades do mercado. Isso porque a educação tradicional deve seguir padrões mínimos estabelecidos pelo Governo, além do fato de muitas vezes ser mais resistente e menos participativa nos movimentos de reinvenção da educação. Este último fenômeno é resultado da inércia estrutural. Trata-se da limitada capacidade de uma empresa mudar pois a tendência é de continuidade. Como o próprio conceito já deixa claro, não se trata de um problema apenas das escolas, mas das empresas em geral.

No entanto, é possível combater a inércia estrutural. Uma das empresas listadas pela Forbes dentre as mais inovadoras é a Amazon, que soube identificar exatamente o momento certo de se reinventar. Uma das principais lições que a empresa consegue passar ao mercado é objeto da fala de seu presidente, Jeff Bezos: “Fizemos bilhões de dólares em erros”. Inclusive um desses erros foi icônico: o Fire phone. O telefone desenvolvido pela Amazon foi anunciado em 2014 e retirado de comercialização um ano depois, acompanhado de uma perda de US$ 170 milhões da empresa durante o 3º trimestre de 2014.

Caso Amazon

Apesar das falhas bilionárias, a Amazon continua de pé e hoje é uma das referências mundiais em diversos segmentos. Essa inovação e reinvenção constante faz parte da cultura de inovação que a empresa criou baseada em aceitação do risco que vem de testes e experimentações no processo de inovação.

Para quem não se recorda, a Amazon iniciou suas atividades em 1995 como um site para desconto na aquisição de livros. Diante da crise ocasionada pela bolha das “dot-com” enfrentou sérias dificuldades, mas conseguiu persistir e sobreviver à crise. A empresa conseguiu se financiar logo antes da quebra do mercado e assim foi possível resistir à crise.

Uma vez nesse período da crise,  a empresa foi dividida em equipes (two-pizza teams, em alusão à possibilidade de alimentar cada time com no máximo duas pizzas por conta do tamanho reduzido das equipes). Esses times funcionavam de forma autônoma e eram responsabilizados pelos atos que tomavam. O foco da empresa era colocar o consumidor no centro dos processos de inovação.

Nada disso seria possível sem as habilidades comportamentais do CEO da Amazon e seus times. Existe um comportamento interno da empresa de assumir riscos, testar e experimentar, o que somente é possível com inteligência emocional, capacidade de resiliência, todas habilidades comportamentais que costumamos chamar de soft skills. No entanto, essas soft skills geralmente não são foco das instituições tradicionais de ensino.  A necessidade de mudança da educação tradicional tal como ela vem sendo feita é exatamente o nosso foco na Edevo – uma aglutinação entre as palavras educação (“ED”) e evolução (“EVO”).

Soft Skills

Soft skills são habilidades sociais e comportamentais que podem ser desenvolvidas para atingir objetivos e passaram a ser objeto de diversos cursos em instituições de ensino menos tradicionais. Pensando exatamente nisso, a Edevo busca suprir essa demanda por meio de cursos focados em três pilares: negócios, inovação e comportamento. Dessa maneira, a escola é capaz de oferecer as habilidades necessárias para inovar, manter um comportamento adequado para isso e aplicar estratégia de negócios para aumentar os acertos da empresa.

Notamos que muitas pessoas já buscam cursos ao invés de uma graduação completa, já que uma formação tradicional costuma levar algo entre 4 e 5 anos. Não só pelo tempo, mas muitas vezes os cursos não estão ajustados à realidade e se tornam anacrônicos. Um exemplo claro disso são as diversas faculdades de Direito que ainda ensinam a Lei do Cheque e Letras de Câmbio e deixam de ensinar o que é e como funciona o mercado de cartão de crédito.

Por isso, desenvolvemos cursos de curta duração focados em linkar a teoria com a prática, para que o aluno consiga, por conta própria, conectar o conteúdo visto com a sua realidade e aplicar o conhecimento adquirido. Não é à toa que nosso propósito é ajudar os profissionais a serem protagonistas de uma nova sociedade. Se você também quer liderar na nova economia, não deixe de acompanhar os nossos cursos!

Erik Nybo

Head of Inspiration

Co-fundador da Edevo - Escola de Negócios, Inovação e Comportamento, Head de Inovação no Molina Advogados e advogado graduado pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP).