10 de julho de 2018

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Eu sou o que eu falo?

A importância da fala é fundamental. E pode, sim, ser absolutamente poderosa.
Capaz de envolver; seduzir; aproximar; e enriquecer. Todos sabemos!

Mas
É possível ir além, acredite!

Nos tempos atuais, onde a autonomia e a independência profissional têm se estabelecido cada vez mais; onde o vínculo e as relações interpessoais se constroem exclusivamente através da confiança de um diálogo bem articulado e interessante, o poder de uma oralidade razoavelmente bem dirigida poderá transformar definitivamente o rumo de quem, com clareza, a experimenta e, aos poucos, a oferece.

Quem já não teve dificuldades para se expressar diante de uma situação delicada, tanto no trabalho quanto na vida pessoal, que atire a primeira pedra, com o perdão do velho chavão.

Entretanto, para se chegar, com tal clareza, à uma fala sedutora é preciso estar plenamente aberto e disposto.
Sair da zona de conforto; estar apto à mudanças são alguns dos princípios básicos à revolução.
Embora seja preciso ir além!

Antes do conteúdo da mensagem vem a forma como ela é conduzida, certo?

E antes da forma de como ela é conduzida?
Vem o condutor, claro!

Ou seja, o primeiro passo é cuidar, imprescindivelmente, de nós.

As perguntas clássicas de qualquer livro de auto-ajuda que se preze, como quem eu sou?ou para onde iremos?, sim, podem ser interessantíssimas.
Mas, aqui, a prática imediata se faz mais juízo.

Nos enxergar; nos questionar; nos valorizar; ter ciência de nossas virtudes e fraquezas são alguns dos pontos cruciais para o desenvolvimento de qualquer indivíduo que busque minimamente alcançar o máximo de sua capacidade, independente do objetivo que ele trace para si mesmo.

Para a construção de um discurso sedutor não é diferente.

O caminho que leva uma única palavra sequer a sair do seu pensamento, excursionar no mais alto índice de agilidade e frequência em seu cérebro e alcançar o som e nossa caixa bucal, capaz de atingir ouvidos alheios, embora natural, não é das tarefas mais fáceis.

Pois, claro, falar podemos falar.
Mas ter o entendimento do o quê e como são para pouquíssimos!

Ninguém escreve bem se não lê.
E ninguém falará bem se não souber ouvir ainda melhor, por exemplo.

Isto é, há um processo de auto-conhecimento que, vinculado às novas atitudes em nosso dia-a-dia, pode nos ajudar.
Estimular a sensibilidade; a percepção; a curiosidade; o olhar; a escuta são ferramentas valiosíssimas neste percurso.

Ir além.

Como?
Cada um, se bem estimulado, poderá descobrir. Cada qual do seu próprio jeito; de sua própria forma.
Nos tornarmos únicos. Como somos, de fato.

E os únicos são os que descobrem e se descobrem todos os dias  e passam a saber, para, assim, manipular o saber ao teu favor, também, em prol do outro.

Pois o objetivo é um só: de sermos o que falamos.
Hoje e sempre!

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Denis Antunes

Colunista e Linker

Denis Antunes nasceu em São Paulo, em 1987. É formado em Comunicação Social pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie e em Artes Dramáticas pela renomada Escola Livre de Teatro de Santo André.