31 de outubro de 2018

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Deep Work – O foco fundamental para a alta performance – Parte II

Em nosso artigo anterior falamos sobre os problemas e enganos sobre o ‘multitarefa’ e como isto afeta a produtividade de muitas pessoas nos dias de hoje. Agora nos aprofundaremos um pouco mais nos conceitos Deep Work – O foco fundamental para a alta performance.

Entrando no modo Deep Work

Há muitas maneiras de entrar no modo ‘deep work‘ e todas elas precisam de uma atenção especial. Não existe uma estratégia única, mas algumas dicas gerais podem ajudar.

Dividimos aqui nossa abordagem em 4 fases:

edevo-deep-work

Qual abordagem usar?

Independentemente do método que você escolha, é importante saber que é preciso ser metódico para entrar em deep work. Você não será capaz de entrar profundamente no trabalho de forma constante se não criar um processo para isso.

Em resumo: O hábito é e sempre será a resposta para seguir qualquer abordagem de Deep Work.

O foco fundamental (deep work) deve ser uma prioridade

Do jeito que o mundo hoje está nos impondo tantas distrações é quase óbvio que nossa capacidade de realizar trabalhos profundos sejam diminuídas, tais como escritórios abertos e sem salas privadas, plataformas de mensagens instantâneas e a necessidade de manter-se presente nas redes sociais.

Obviamente que todas essas tendências trazem alguns benefícios, como respostas rápidas nas conversas, possibilidade de trabalho remoto e melhor comunicação nas empresas, mas, por outro lado, prejudicam o trabalho profundo.

Além disto, para ajudar (ou atrapalhar) existe a tal cultura da conectividade, onde precisamos responder aos e-mails e às mensagens rapidamente e o tempo todo. O que impede que tenhamos o tal foco fundamental.

Estamos diante de um paradoxo: Ou estamos o tempo todos conectados ou focamos para sermos mais produtivos

Por que tantas pessoas pregam a cultura de conectividade, se é muito provável que ela prejudique o bem-estar e a produtividade?

A resposta pode ser encontrada no Princípio da Menor Resistência, que, atualmente, norteia o comportamento no ambiente de trabalho.

Segundo este princípio, em um ambiente de negócios, sem o feedback claro do impacto de diversos comportamentos, temos a tendência de agir de acordo com os comportamentos que são mais fáceis no momento.

No mundo de negócios atual, muitos profissionais estão se voltando para a velha definição de produtividade para tentar solidificar seus valores em suas vidas profissionais.

o que ocorre é que muitos profissionais têm a tendência de buscar maior ocupação visível, porque lhes falta uma maneira melhor para demonstrar seu valor. Essa tendência pode ser chamada de “Ocupação como um sinal da produtividade“.

Lembre-se, esforço não é sinônimo de produtividade! 

Na falta de indicadores claros que sinalizem o que significa ser produtivo no trabalho, muitos profissionais buscam um indicador industrial de produtividade:

Fazer muitas coisas de maneira visível. Isso acaba prejudicando o profissional, pois ele acaba produzindo muitas pequenas atividades superficiais e se torna facilmente substituível.

Por isso, hoje, o ‘deep work – o foco fundamental para a alta performance’ deveria ser uma prioridade no ambiente corporativo, mas, infelizmente isto é justamente o que não acontece.

O fato é que o deep work é difícil, enquanto o trabalho superficial é simples e fácil. Isso faz com que, na falta de metas claras, sejam priorizadas as ocupações visíveis que ficam ao redor de uma tarefa, fazendo com que as pessoas foquem apenas no superficial.

Este assunto é muito amplo, então em nosso próximo artigo iremos falar sobre Flow e as rotinas e rituais para entrar em ‘deep work’.

por André Medeiros

André Medeiros

Co-fundador da Edevo

André Medeiros tem 20 anos de experiência e atualmente é sócio na Advoco Brasil, empresa de consultoria que ajuda no desenvolvimento de escritórios de advocacia, e é um dos fundadores da Edevo.