2 de outubro de 2018

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As 4 habilidades que todo líder deve ter

É muito difícil sabermos como nos mantemos competitivos em um mundo em que todos têm acesso a cada vez mais informações. Mais difícil ainda é se diferenciar a ponto de se tornar um líder.

Em um cenário abundante como este, em que muitas vezes acabamos não aproveitando essa abundância por não sabermos escolher entre tudo o que está disponível, torna-se necessário focar.

Por essa razão, acreditamos que são importantes quatro habilidades principais para que um profissional possa se desenvolver e se manter competitivo no mercado de trabalho.

Os hard skills (conhecimento quantificável, tangível e identificável), ou seja, o conhecimento técnico é o básico de um profissional. Os hard skills são pressupostos. Trata-se daquele conhecimento que você precisa para exercer a sua profissão. Se você é dentista, médico, engenheiro, advogado etc., pressupõe-se (e também é esperado) que você tenha as habilidades necessárias para exercer essa atividade. A forma pela qual as pessoas validam essas habilidades é a verificação de diplomas de formação ou até mesmo autorizações para exercício da atividade (como CREA, CRM ou OAB, por exemplo).

Apesar de ser esperado e o requisito básico, muitas pessoas focam seus esforços em aumentar seus hard skills. De forma geral, a maioria das pessoas terá acesso aos mesmos hard skills principalmente quando está dentro de determinado círculo social. Assim, esse critério de diferenciação acaba sendo bastante limitado pelo tempo e dinheiro que outras pessoas levam para terem acesso a esse mesmo conteúdo. No entanto, se você não possui determinado hard skill para exercer a sua atividade, realmente deve buscar obtê-lo. Por exemplo, uma hard skill que poucos desenvolvem e que se tornou muito importante por conta da mudança na forma de conduzir negócios é a gestão de projetos.

De outro lado, as soft skills são muitas vezes entendidas como habilidades natas. No entanto, elas podem ser ensinadas e aprendidas. As soft skills (habilidades interpessoais e de relacionamento muito mais difíceis de analisar objetivamente) são habilidades subjetivas que dependem muito mais da pessoa que as domina, do que de um ambiente externo ou terceiro. Assim, tendem a ser habilidades complementares às hard skills, que podem acarretar um nível de diferenciação muito maior do profissional que as domina.

Além das hard e soft skills, o profissional deve ter também inteligência emocional. Isso significa que o profissional deve saber lidar com suas emoções e identificar o potencial que elas tem de influenciar suas decisões e ações de forma positiva ou negativa. Nesse contexto, surgem cada vez mais cursos aptos a propagar essa autoconsciência emocional. A ideia é que, a partir dessa autoconsciência emocional, as pessoas evitem a autossabotagem, tenham relações interpessoais melhores e consigam explorar ao máximo seu potencial. A partir da autoconsciência, as pessoas também passam a ser capazes de avaliar as emoções de outras pessoas e assim saber utilizar seu comportamento de forma estratégica.

Por fim, é necessário que além das habilidades diretamente relacionadas ao pensamento estejam conectadas ao mundo físico, por meio da autoconsciência corporal. Essa autoconsciência passa desde a postura, leitura de linguagem corporal, exercícios até o relacionamento com outras pessoas durante uma conversa (noção de espaço, tato, dentre outros). Por exemplo, uma pessoa estabanada tende a ser julgada e esse critério é utilizado para determinar escolhas em relação a essa pessoa.

4 skills líder

Assim, para se tornar um líder, é necessário saber lidar com todas essas quatro diferentes áreas do conhecimento. O que ocorre é que a maioria das pessoas foca apenas em obter cada vez mais hard skills e esse é um fator mais fraco de diferenciação frente a outras habilidades que podem complementar a formação de uma pessoa.

Erik Nybo

Head of Inspiration

Co-fundador da Edevo - Escola de Negócios, Inovação e Comportamento, Head de Inovação no Molina Advogados e advogado graduado pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP).